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domingo, 14 de agosto de 2011

Bolinhos de Pescada com Arroz de Tomate

Os fritos tem má Fama.... são prejudiciais para a saúde, pela grande quantidade de gordura que absorvem, e pelas altas temperaturas que atingem provocado alterações nas gorduras tornando-as saturadas.

Raramente consumo alimentos fritos fora de casa, porque não acredito que existam os cuidados necessários para com o óleo que é utilizado.

É uma pena que os restaurantes recorram tanto a batatas fritas para acompanhamento. Entendo que é o mais fácil, e até o mais procurado pelos clientes. Mas a verdade é que, na minha opinião, empobrecem a refeição....

No entanto, não sou radical, e as minhas crianças são grande apreciadoras de fritos, e então de vez em quando....


Ingredientes:

- 4 Medalhões de pescada

- 6 Palitos de delícias do mar

- 2 Colheres de sopa de milho cozido

- 3 Ovos

- 1 Dentinho de alho

- 4 Colheres de sopa de farinha

- 1 dl de Água de cozer o peixe

- Sal e pimenta branca qb

Cozer o peixe em água e sal. Deixar arrefecer e desfazer o peixe grosseiramente.

Cortar as delicias do mar em rodinhas e misturar com o peixe.

Juntar a salsa picada, o milho e o alho picadinho. Envolver tudo com um garfo.

Separar as gemas das claras e bater estas em castelo com uma pitadinha de sal refinado.

Bater as gemas com a farinha e juntar a água de cozer o peixe até ficar uma polme grossa. Temperar com sal e pimenta (cuidado porque a água de cozer o peixe já tem sal).

Juntar a polme á mistura de peixe, envolver e acrescentar as claras batidas em castelo.

Fritar colheradas de polme em óleo quente.

Acompanhar com arroz de tomate e uma saladinha a gosto.

domingo, 27 de março de 2011

Biscoitos

Hoje, vou publicar uma receita, com História, para participar no Desafio do Blog Cinco Quartos de Laranja.

Há cerca de 55 anos, uma menina com 9 anos, vivia numa pequena povoação na Serra Algarvia.

Pelo Carnaval, duas jovens vizinhas, já casadas, juntaram-se para fazer os bolos tradicionais lá da terra.

A cozinha tinha lareira, com fogo no chão, e a sertã de ferro estava em cima de uma trempe. O azeite borbulhava enquanto se fritavam as argolinhas...

Dias depois, a menina pediu ajuda à mãe para fazer aqueles biscoitinhos e conseguiu reproduzir toda a receita.

Mas a história não acaba aqui.
Uma dessas jovens tinha um irmão mais velho que era militar e andava por esse mundo fora.... Os anos passaram e esse jovem já trintão, regressa à terra à procura de noiva ..., e, encontrou a tal menina que agora já tinha 20 anos, e ... acabaram por casar em Abril de 1964.

Eu e o meu irmão, adorávamos ajudar a fazer biscoitos.. Normalmente, quando os faziamos, juntavamo-nos ao serão, após os jantar, de joelhos em cima de bancos de madeira a fazer as argolinhas.

A minha mãe ficava com a tarefa mais difícil, a de fritar e passar os biscoitos pela calda de açúcar. No dia seguinte, lá estavam eles, os nossos biscoitos para nos deliciarmos.

Ainda hoje a minha mãe continua a fazer este biscoitos. Aqui em casa dizemos que são os biscoitos da Avó Quina.


Ingredientes:

-6 Ovos

- 2 Cascarões de azeite

- 1 Pitada de sal refinado

- 3 Colheres de sopa de aguardente

- 2 Colheres de sopa de açúcar amarelo

- 1 Casquinha de limão

- Farinha até tender (cerca de 700 gr)

- Óleo para fritar Ingredientes para a calda de açúcar:

- 1 Chávena de café de água

- 1 Chávena almoçadeira de açúcar branco (capacidade de 2,5 a 3 dl)

- 1 Casquinha de limão

- 1 Pauzinho de canela (facultativo)


Começar por preparar o cascarão de ovo para medir o azeite. Assim, com a ajuda de uma faquinha, fazer um pequeno buraquinho, num dos lados do ovo, e do lado oposto fazer uma abertura maior.

Depois, é só fazer o ovo sair. O cascarão faz de medida. É necessário tapar com um dos nossos dedos o buraquinho mais pequeno e depois,...., parece um funil.

Aos ovos juntar o azeite, o açúcar, a casquinha de limão, a aguardente e a pitadinha de sal. Bater com a colher de pau ou com a batedeira eléctrica.

Depois, ir juntando a farinha, a pouco e pouco, até conseguir tender as argolinhas. 


Com a ajuda de um pouquinho de farinha, moldar pequenas bolinhas, pouco maiores que nozes, e fazer uma argolinha.

Colocar em cima de uma toalha e deixar fintar cerca de 30 minutos.

Antes de fritar dar um corte com uma faca, para ajudar o biscoito a crescer.

Fritar em óleo quente, mas tendo cuidado com a temperatura para que fiquem douradinhos.


Juntar os ingredientes para a calda, numa panela de alumínio. Quando começar a borbulhar, juntar as argolinhas, todas de uma vez.

Segurando nas pegas da panela, ir dando voltas para que os biscoitos ficarem todos passados pelo açúcar. Não parar até a calda começar a ficar branca e seca.

Atenção para não fazer caramelo.

Depois, deitar em cima de uma toalha, tapar e deixar enroladinhos até arrefecerem.

Quando se destapam estão cobertos com uma camadinha de açúcar bem branco e crocante.

Esta foi uma das receita que mais me marcou na minha infância

Parabéns ao Blog da Laranjinha
Nota:
Quando publiquei esta receita estava com problemas de formatação.

domingo, 30 de maio de 2010

Frango Frito

Há muito que não fazia frango frito.

Não sei porque mas faz-me lembrar o verão, um pic-nic no campo junto a uma barragem, ou à beira mar...

Hoje inspirei-me numa receita que foi publicada pelo Pingo Doce, já há muitos anos... mas fiz umas pequenas alterações.


Ingredientes:

- 1 frango

- 1 cabeça de alhos

- 3 limões

- 10 colheres de sopa de farinha sem fermento

- 1 colher de sopas de pimentão doce

- 1 dl de óleo

- 2 colheres de sopa de margarina

- Sal, pimenta, louro, alho em pó

- 2 Malaguetas

- Tomilho seco

Cortei o frango aos bocadinhos pequenos (sem pele) e temperei com sal, pimenta, louro, alho em pó e o sumo de dois limões.

Deixei repousar cerca de 3 horas, e coloquei os bocadinhos dentro de um saco de plástico.

Polvilhei com a farinha, na qual misturei o pimentão doce, sal e pimenta. Sacudi bem o saco, e deixei no frigorifico por mais 30 minutos, para que esta adira bem à carne.

Numa frigideira, deitei o óleo e a margarina, os alhos em rodelas grossas, as duas malaguetas e o raminho de tomilho. Fui fritando os bocados de frango, virando, de modo a que fique bem douradinho e cozidos por dentro.

Fui trocando os alhos à medida que iam ficando muito fritos.

Os bocados de frango que iam ficando fritos, coloquei numa outra frigideira, sem gordura. No final, levei esta frigideira ao lume e reguei o frango com o sumo do 3º limão. Deixei aquecer e servi acompanhado de uma salada bem colorida e de arroz branco.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Filhós de Flor

O Natal já passou há 1 Mês, mas ainda tenho muitas iguarias que gostaria de partilhar, aqui no blog, com todos os meus visitantes.

Já pensei em guardá-las para o Natal de 2010, afinal espero que algumas destas iguarias estejam presentes na minha mesa... e como é uma época tão atarefada ... BOM, acho que fazer batota não vale...

Aqui vai mais uma iguaria...

Esta receita, é da minha mãe e é maravilhosa. As filhós são passadas por uma calda de açúcar e mel que as deixa "firmes" durante dias e dias.


Ingredientes:

Para cada 3 ovos: 1 colher de sopa de azeite; 1 colher de sopa de água; raspa de limão, cerca de 40 gr de farinha sem fermento.

Calda: 200 gr de açúcar, 1 colher de sopa de mel (bem cheia), 1 dl de água, casca de limão e 1 pau de canela.

Bater, com um garfo, os ovos inteiros, com o azeite e depois juntar os restantes igredientes.

Utilizar formas com diversos desenhos.


Colocar, uma sertã anti-aderente, com óleo ao lume.
Aquecer a forma, que vai utilizar, no óleo.
Depois de quente, retirar,escorrer (num prato, ter papel absorvente para passar a forma) e mergular na massa só até meio.
A massa fica agarrada à forma, e é mergulhada no óleo, sacudindo a forma para que a massa se solte.
Deixar alourar, escorrer e retirar.

Deve-se ter cuidado para que a massa não fique com muito óleo, e também que a forma não esteja demasiado quente e que coza a massa, porque depois é difícil esta soltar-se no óleo.

Quando já há pouca massa, e não se consegue passar a forma, a minha mãe costuma mergulhar folhas de laranjeira e de limoeiro (previamente lavadas e bem secas) na massa e fritar.
Estas filhós ficam ainda mais saborosas porque tem aroma e sabor mais intenso.


Filhós de folha aberta:



Podem-se polvilhar, as filhós com açúcar e canela ou então passar pela calda.

Fazer a calda com os ingredientes apresentados. Deixar fazer um ponto forte para que as filhós não murchem depois de passadas.

Este processo deve ser rápido porque a calda tem tendência a engrossar e é necessário acrescentar mais água, aos poucos.

Virar as filhós, dentro da calda, e quando retirar deixar a flôr virada para baixo a escorrer ligeiramente, num prato.

Colocar as filhós numa travessa, direitas sem ser em cima uma das outras até arrefecerem para ficarem perfeitas.


Truques e Dicas.

Substituir a àgua da massa por aguardente ou por leite.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Azevias de Grão

Nos próximos posts vou publicar algumas comidas que fiz durante o Natal, ou que a família trouxe (Mãe e Cunhada - muito dadas a estas goludices).

Todos os anos nos reunimos, ora na minha casa ora na casa dos meus cunhados, e algumas iguarias não podem faltar na nossa mesa, como as azevias, as rabanadas, os pestins, as filhós...

A festa faz-se à volta da mesa, mas também com muita música, alegria, troca de prendas, grande confusão para dormir, lareira acesa, e entre muitas outras coisas, algum trabalho.

No meu Natal, de criança, faziam-se empanadilhas de batata doce e amêndoa (que eu adoro) e que em termos de aspecto são parecidas com as Azevias.

Desde que vim morar para o Alentejo que me aventurei a fazer este doce regional. Recolhendo dicas daqui e dali, fui construindo a minha própria receita.

Vamos, então, às azevias:



Ingredientes para o recheio:

- 500 gr de grão seco (cerca de 1 Kg depois de cozido)
- 800 gr de açúcar
- 1 + 1/2 dl de chá (erva doce + pau de canela + casca de laranja + casca de limão)
- 4 gemas
- sumo de uma laranja
- 1 pitadinha de canela em pó

Dois dias antes de fazer as azevias, coloco o grão de molho (pelo menos 14 ou 15 horas).
Cozo na panela de pressão, sem colocar sal.



Depois é preciso descascar o grão (tarefa demorada, mas que acaba por ser uma brincadeira com as crianças), e passar pelo passe-vite.
Há quem utilize o grão de conserva, mas eu gosto de fazer de forma tradicional. Para descascar o grão utilizo um pano de cozinha e vou colocando, conchas de grão escorrido mas quente, e esfrego de modo a soltar a casca. Depois é escolher.

Entretanto, faço um chá forte com as sementes de erva-doce, o pau de canela, a casca de laranja e a casca de limão. Deixo ferver, uns minutinhos, para ficar mais intenso.
Com este chá, preparo a calda de açúcar. Quando esta começa a ficar grossa e a querer agarrar às paredes do tacho junto o puré de grão. Deixo ferver mexendo sempre, até fazer ponto de estrada.

Retiro do lume e deixo arrefecer antes de juntar as gemas e o sumo de laranja.

Levo novamente ao lume mexendo sempre, deixando engrossar, mas não ferver (para não talhar).

Deixo arrefecer, completamente, o recheio antes de fazer as azevias.


Para não secar, coloco uma película transparente com mostra a foto.


Ingredientes para a massa:

- 1 Kg de farinha sem fermento
- 250 gr de banha (1 caixa)
- 2 medidas (caixa da banha) de água quente ou chá
- 1 pitada de sal
- 1 cálice de aguardente

Para fazer a massa utilizei o chá que fiz para o recheio.

Num alguidar, coloquei a farinha, a banha e deitei o chá bem quente, de forma a escaldar a gordura e esta poder derreter.
Com a ajuda de uma colher de pau fui mexendo e depois comecei a amassar à mão como se faz com o pão.

Não deito a quantidade de chá toda de uma vez.

Vou acrescentando aos poucos e amassando para que a massa vá ficando elástica.

Não se deve deixar a massa arrefecer.


Para a massa estender bem deve permanecer sempre quentinha.

Habitualmente coloco o alguidar, da massa, dentro de outro com água quente que vou substituindo.


Depois é só esticar a massa bem fininha, colocar o recheio e fechar como se fosse um rissol. Cortar com uma carretilha e reservar em cima de uma toalha até poder fritar.

As azevias devem ser fritas em bastante óleo e com a ajuda de uma escumadeira fazer o óleo passar por cima delas de modo a enfolarem e ficarem cheias de ar.


Retiro para um prato, com papel absorvente, e não coloco outras por cima, porque a massa fica muito tenra e acabariam por murchar.

Na fotografia, as azevias estão numeradas com o (1)

Só devem ser polvilhadas com açúcar no momento de servir, porque este deixa a massa mole.


A mesa das goluseimas...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Filhós

Um cheirinho a Natal.

Esta é uma receita recolhida aqui na região de Portalegre.

Os filhotes fizeram a massa e tenderam as filhós.

Avental e rolo de massa para cada um e mão à obra...

Fritar foi tarefa da mãe, e o pai ... foi o provador...




Ingredientes:

- 1 Kg de farinha com fermento
- 2,5 dl de óleo
- 2,5 dl de vinho branco
- 2,5 dl de água morna (mal medida)
- 2 colheres de chá de sal (rasas)

Juntar todos os líquidos, misturar o sal e por fim a farinha.

Envolver tudo e não é necessário amassar.

Deixar a massa repousar cerca de 15 minutos.

Tender a massa e fritar em óleo abundante. Com a escumadeira ir salpicando para cima da massa para ajudar a enfolar.

Não é necessário manter a massa quente.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Argolas Doces de Pão


Um lanche diferente ou uma sobremesa rápida para visitas inesperadas...


Ingredientes:

- 1 Kg de massa de pão

- Açúcar e canela qb

- Óleo para fritar


Pode fazer a massa na MFP ou então comprar numa padaria.

Deixar levedar.

Com a ajuda de um pouco de farinha, retirar pequenos pedaços de massa e abrir, de forma a fazer uma grande argola (o contacto com o óleo quente faz com que a massa "encolha" e cresça).

Colocar no óleo e deixar fritar de um lado e de outro.

Retirar, colocar sobre um papel absorvente e depois passar por açúcar e canela.

Servir ainda quente, a acompanhar um copo de leite, um chá ou com um bela chávena de café...


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